
Ei, seu medinho de merda, cafajeste de quinta, picareta escolado, saia daqui. Não há espaço pra você na minha vida. Já faz um tempo acreditei nas coisas que você dizia, no fracasso que você me anunciava, nas feridas que, de longe, você já me trazia. Hoje sou eu a escolada, não caio mais na sua cilada, quero mais é ser feliz. Quero sentir o frio na barriga, quero roer as unhas de ansiedade, mas certa de que o que vir, virá para me tornar melhor.
Já saquei qual é a sua. Você tem gosto pela estagnação alheia, pela inércia daqueles que você consegue convencer. Não caio mais. Hoje sou livre e me lanço. Danço na pista, de olhos fechados, braços e sorriso abertos. Tudo muito melhor sem você. Se eu cair? Dane-se, senhor medo! Levanto e vou dançar em outras pistas, outros ritmos e, o que é melhor: mais madura e com mais sabedoria.
Você não me faz falta. Quero o sabor do perigo, a busca do desconhecido, o motor que me leva a algum lugar. Quero gargalhar da sua cara, zombar do que me para, e dizer: “Qual é? Agora eu vou a qualquer lugar!” Lamento dizer, velho medo: per-deu.
Sem você, eu corro todos os riscos. Inclusive, o de ser feliz.