
Ei, senhor Tempo!
Sei bem o quão rápido o senhor tem passado, não quero ser injusta, mas será que dá pra andar um pouquinho mais depressa? Espero tanto por um novo ano, uma nova vida, novas perspectivas. Não que as coisas estejam exatamente ruins. É que às vezes a gente precisa se remodelar, recolorir a vida, com outras tintas, outros pincéis, só pra ter a mesma vontade e o mesmo talento de pintar até o fim.
Eu sei – e você me conhece muito bem, sabe que eu sei mesmo - que boas novas estão por vir. E então ficamos eu e o tictac do relógio numa relação maluca de gato e rato. Estive presa, pesada, onde eu deveria estar, é certo, mas em algum lugar que não era, por essência, o meu. Ok, senhor Tempo, eu sei: o senhor coloca cada um onde deve estar. Mas nem sempre onde cada um deve estar é onde ele se sente mais à vontade. Foi isso que eu quis dizer.
O senhor ensina tudo, tem as suas medidas exatas, do tamanho da nossa necessidade de amadurecimento. Convenhamos, no entanto, que às vezes é bem chato esperar sua medida passar. Acho que este ciclo está chegando ao fim, não é mesmo? Então, por favor, se der, faz uma forcinha: passa um tiquinho mais rápido que eu não vejo a hora de ser leve de novo.
Prometo ser uma boa menina sempre que o senhor me pedir pra esperar. Combinado assim?
Abraços tempestivos (não resisti ao trocadilho),
Alice ;)